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A fase de Implementação do PGISP teve início em Setembro de 2005 e terminará em Março de 2008. Alinhados nos grandes objectivos deste projecto, todo o esforço deste primeiro ano de implementação tem sido canalizado para mudar a cultura organizacional, implementar uma abordagem de gestão da qualidade e melhoria contínua e incentivar uma cultura de trabalho colaborativo presencial e on-line. Para isso, temos vindo a desenvolver iniciativas em quatro áreas: PESSOAS, INOVAÇÃO, RESULTADOS e PROCESSOS. 1ª área: As Pessoas O maior bem de uma organização são as PESSOAS. Por isso, a estratégia tem privilegiado o desenvolvimento das competências dos profissionais, a partilha de valores e objectivos, o envolvimento e a participação activa, a melhoria da coesão organizacional e da comunicação interna. É exemplo da intervenção nesta área a formação de centenas de profissionais com o objectivo de melhorar as lideranças, melhorar a capacidade de intervenção técnica e a orientação para resultados e melhorar a performance do Sistema Prisional. É também exemplo a existência dos “Espaços GI” em todos os EP Piloto: são espaços centrados na partilha de informação actual, na interactividade, na imagem apelativa. Contribuem por isso para o sentido de grupo e para alinhar todos os funcionários na visão, missão, valores e objectivos dos Serviços Prisionais. Também nesta área, alteraram-se tradições e fez-se do trabalho em equipa com todos os grupos profissionais do sistema uma bandeira sempre presente. São 14 as equipas de inovação actualmente constituídas. A diversidade funcional, etária, de género e de serviço de origem emprestaram a estas equipas entusiasmo no trabalho e riqueza nos resultados. 2ª área: Inovação É a INOVAÇÃO que garante que uma organização se renova continuamente, fazendo da melhoria contínua a sua rotina de trabalho. É a inovação que assegura um futuro sustentado. Nesta área, os exemplos do PGISP são vários, podendo aqui referir-se apenas alguns deles: Implementação de um Programa de Empreendedorismo para a Reinserção Social de Reclusos. Em todos os EP Piloto o Programa já está a funcionar e abrange cerca de 100 reclusos. A avaliação feita até ao momento é francamente positiva. Um nova metodologia de trabalho com reclusos, assente na aprendizagem pela prática, um novo papel para técnicos e guardas que dinamizam o Programa e os resultados alcançados em prisões estrangeiras fazem desta experiência uma metodologia a expandir para outras áreas de intervenção com reclusos. É também exemplo de inovação a implementação do Programa de Gestão de Voluntariado que implicou a nomeação e formação de Gestores de Voluntariado em todos os EP Piloto. Têm por missão implementar Programas de Gestão que aumentem a participação de voluntários nos EP em áreas valorizadas pelos reclusos. Estes Programas, para além de reforçarem as relações com inúmeras organizações promotoras de voluntariado, têm o mérito de promover o voluntariado, respondendo, ao mesmo tempo, às necessidades dos destinatários. O Projecto “Um Dia na Prisão” já está também a funcionar em todos os EP Piloto. Trata-se de um projecto desenvolvido em articulação com o Ministério da Educação e que tem por objectivo sensibilizar os jovens para o valor da liberdade e prevenir a delinquência. Sendo um espaço de punição, a prisão pode também ser um espaço de prevenção, oferecendo à sociedade um novo serviço de interesse público.
Ainda na inovação, o site do PGISP acaba de ser criado. www.pgisp.info é o endereço que convida todos a conhecer e a participar neste Projecto. Para breve está a inclusão de um banco de inovação. Será um espaço em que qualquer um de nós poderá colocar uma proposta inovadora e vê-la apreciada por todos através de um sistema de atribuição de créditos.
Mas onde muitos já participam é nas Comunidades de Prática. Estão já lançadas 13 Comunidades com mais de 290 participantes já inscritos. Outros exemplos podíamos dar mas todos eles centrados no dinamismo, em soluções criativas e projectos à medida, na melhoria da ressocialização de reclusos, no aumento das parcerias com a sociedade civil, elegendo a adaptabilidade, a flexibilidade e a criatividade como valores que incentivam a cultura de inovação. 3ª área: Resultados Uma organização existe para os seus destinatários. São eles a razão de ser, são eles a inspiração permanente, é para eles que os RESULTADOS devem estar orientados. Medir e comparar desempenhos, melhorar resultados da intervenção penitenciária são os grandes objectivos desta área de focalização. Para isso, está em construção o Scorecard de Gestão Prisional, um instrumento de gestão estratégica que permite transformar a missão e a estratégia da DGSP em objectivos e indicadores. Monitorizar o nosso desempenho , verificar o alinhamento entre objectivos, estratégia, planos de acção e resultados operacionais vai ser mais fácil. Saber onde estamos e onde queremos chegar é o princípio de um processo de mudança. A medição periódica é o relógio desta mudança. Por isso, saber o que queremos mudar e construir instrumentos de medição adaptados é fundamental. Até ao presente foram já construídos e aplicados questionários que medem o clima organizacional, a cultura da DGSP, os estilos gestão e liderança, a motivação dos profissionais, as necessidades dos reclusos e a avaliação que fazem da intervenção penitenciária nas suas várias dimensões. Tudo isto com o objectivo de melhorar a qualidade da intervenção penitenciária e de ver essa qualidade reconhecida junto de stakeholders e destinatários. 4ª área: Processos
O bom desempenho de uma organização depende muito da gestão dos PROCESSOS internos. Concentrar a atenção nas actividades e processos críticos, ou seja processos que têm impacto na missão da DGSP, que são valorizados pelos seus destinatários e que apresentam disfunções, é um imperativo na melhoria do desempenho. Até agora, foram constituídas duas equipas de inovação que estão a intervir nos processos RAVI - Regime Aberto Voltado para o Interior, RAVE - Regime Aberto Voltado para o Exterior, Processo Disciplinar a Reclusos, Processo Disciplinar a Funcionários e Alimentação. Outras equipas vão ser constituídas para intervirem em mais oito processos críticos que serão identificados a partir da recolha de informação junto de profissionais e reclusos. Também aqui se enquadra a melhoria dos processos de Segurança como o acompanhamento e controlo de visitas, a actuação em caso de emergência ou o combate ao tráfico de droga. O objectivo é disponibilizar os processos críticos da organização numa plataforma com acessos a todo o Sistema, transformando o saber implícito concentrado nalguns, em saber explícito ao acesso de todos. Assim se alcança um desempenho mais eficiente e eficaz. A fase de implementação do PGISP teve início, como já referimos, em Setembro de 2005. Em menos de um ano, a mudança sente-se no terreno. Surge em várias direcções mas fortemente alinhada com a estratégia eleita. Surge com vários protagonistas e com profundidade crescente. A partir de 2008 iniciaremos a fase de disseminação, envolvendo todas os restantes Estabelecimentos Prisionais. É a fase da apropriação por todos de experiências e soluções, da adopção de modelos já testados e que provaram resultar, é a fase em que todo o Sistema intervém na validação de novas metodologias e na melhoria das estratégias. É a fase em que todo o Sistema será profundamente envolvido. Acreditamos que assim se muda a cultura de uma organização. Sempre orientada para os destinatários, sempre orientada para resultados.
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