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O trabalho desenvolvido ao longo da fase de diagnóstico e formulação centrou-se na exploração das seguintes ideias-força:
1. Identificar, de forma clara, a direcção da mudança na DGSP, ou seja, “onde estamos e onde queremos chegar” 2. Eleger a participação activa de todos os grupos profissionais na construção do processo de mudança 3. Construir a síntese estratégica da DGSP – Visão, Missão, Valores e Estratégias 4. Ter como premissas fundamentais a orientação para os destinatários e a abertura à sociedade. Assim, ao longo de seis meses (Janeiro a Junho de 2005) foram realizadas 13 iniciativas que envolveram cerca de 1500 pessoas (profissionais, stakeholders, reclusos e famílias) e várias reuniões de trabalho: - Workshop “Visão, Missão e Valores da DGSP” (23 pessoas) - Divulgação do PGISP aos responsáveis dos Serviços Centrais (60 pessoas) - Workshop “A Prisão do Futuro: Desafios e Estratégias” (40 pessoas) - Seminário “Gerir para Inovar os Serviços Prisionais” (300 pessoas) - Workshop “Análise SWOT dos Serviços Prisionais” (80 pessoas) - Workshop “Análise Mactor dos Serviços Prisionais” (50 pessoas) - Análise do Clima Organizacional (529 pessoas) - Entrevistas exploratórias a reclusos (38 pessoas) - Entrevistas exploratórias a famílias de reclusos (18 famílias) - Entrevistas a Stakeholders e Peritos (20 pessoas) - Frequência do curso “Gerir Projectos em Parceria” (6 pessoas) - Viagem de estudo aos Centros de Futuro da Administração Pública na Holanda (1 pessoa) - 1ª Reunião transnacional - formalização do acordo PRIMA (25 pessoas) - 10 reuniões de trabalho (210 pessoas) A experiência vivida ao longo destes seis meses e a análise dos resultados de todas as iniciativas permitiram focalizar o PGISP em três objectivos gerais:
1. Mudar a cultura organizacional (com vista a garantir a confiança da sociedade, melhorar a ressocialização de reclusos, desenvolver competências nos profissionais e abrir a prisão à sociedade) 2. Implementar uma gestão da qualidade e melhoria contínua 3. Fomentar uma cultura de trabalho colaborativo
Assim, na fase de implementação o Projecto centra-se no desenvolvimento organizacional em 4 quadrantes: PESSOAS (apelar à participação activa , desenvolver competências, investir na coesão e na comunicação interna) INOVAÇÃO (valorizar soluções criativas e abertas à sociedade, investir na melhoria contínua) COMPETIÇÃO (orientar para resultados, atingir objectivos, melhorar a intervenção penitenciária) PROCESSOS (redesenhar e standardizar processos críticos).
Quatro desafios ao serviço de três grandes objectivos. Porque “O que torna o futuro tão empolgante é o facto de lhe podermos dar forma” Charles Handy
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